domingo, 6 de setembro de 2009

Sobre um tal de Michael Joseph Jackson (parte 1)


Quinta feira, vinte e cinco de junho de 2009. Nesse dia, em Los Angeles, morre o maior ícone do entretenimento mundial em toda a história, Michael Joseph Jackson, vítima de um infarto.


O rei do pop, como era conhecido, tinha apenas 50 anos de idade, 45 deles dedicados à música. Nesses anos de carreira, emplacou muitos hits históricos, revolucionou a indústria dos videoclipes, vendeu muito mais do que qualquer outro artista da música. Foi um mito. É um mito. Será sempre um mito.


Michael sofreu com denuncias de crimes, principalmente de pedofilia, um deles terminado em acordo milionário, o outro, com ele sendo inocentado das acusações. Seu jeito excêntrico, suas várias cirurgias plásticas, seu sofrimento com o vitiligo, doença que tira o pigmento original da pele, tudo isso só serviu para que ele ficasse ainda mais conhecido, e sofresse com críticas da imprensa sensacionalista, que fizeram até sua bem sucedida carreira degringolar, e uma parte da opinião pública criticá-lo, por vezes até odiá-lo, e criticar até seu legado musical.


Será justo isso? Um artista que, desde os cinco anos de idade, já fazia sucesso no show-business, que quando saiu em carreira solo, foi um sucesso, que concebeu o disco mais vendido de todos os tempos (Thriller, de 1982), um artista que foi o principal responsável pela explosão da indústria videoclíptica mundial, com os clipes de Thriller, Beat It, Billie Jean e Black or White, por exemplo, merece críticas tão fortes a respeito de seu trabalho?


Um homem que, praticamente sozinho, mudou TANTO uma indústria tão importante, vendeu tantos discos, e fez tanta fama pelo seu inquestionável talento musical, não merece essas críticas. Claro, você pode não gostar de suas músicas, é aceitável, mas também, não se pode desmerecer o trabalho feito por Michael Jackson. Nenhum artista revolucionou, revoluciona, ou vai revolucionar a música do jeito que Michael fez. Nenhum artista foi tão importante pra música. Nenhum artista será. Nenhum artista conseguirá a idolatria, o respeito, a carreira, os feitos de Michael Jackson.


Então, valorizemos a imagem deste que foi o grande artista do século XX, o mais importante, revolucionário, conhecido. O que mais será importante, revolucionário e conhecido. Nesse momento que a música, não só o pop, como toda a industria musical, está de luto, órfã pela perda de seu maior ídolo da história, respeitemos a imagem deixada por ele, seu legado, sua história, sua pessoa, assim como seus familiares e filhos.


E que esse não seja o fim de tudo. Que apesar da morte do homem Michael Joseph Jackson, agora se nasça a lenda. Lenda essa que modificou uma geração, mudou comportamentos e parâmetros, deixou para a posteridade um legado importantíssimo, e que todos enxerguem isso. Nenhum artista mudou tanto, e nenhum nunca vai mudar como Michael Jackson fez.


Morre a pessoa, mas nasce a lenda. Uma lenda que atende pelo nome de Michael Jackson. O maior artista de todos os tempos. A maior lenda do planeta. O mito.


Mais detalhes:

Parte 2

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